Hora do intervalo, Scoth, Tom e Sofie, só tinham 15 minutos pra fumar um. Mas faltava Derek com o papel de seda.
- Nossa o Derek é um imbecil, eu vou mata-lo, só temos mais 10 minutos!
- Calminha ai Sofie, ele tava devendo matéria pro idiota do Sr. Champs, ele não podia simplesmente sair correndo da sala, falando que tava atrasado pra fuma um na biblioteca. Riu Tom e Scoth o acompanhou.
- Bem que agente podia dar um malhos em Sofie?! Pra passar o tempo. Enquanto o Derek não chega. É melhor do que ficar ai reclamando sozinha, chega mais Su...
- Scoth me dá um tempo! Eu prefiro beijar a Sra. Paine a chegar mais um milimetro perto de você! Disse se afastando tanto quando pode em direção ao fundo do corredor de livros, de Historia Antiga.
- Ah para Sofie, eu já cansei de ver você dando malhos com o Scoth, não banca a puritana agora. Mas você e a Sra Paine...taí uma coisa que eu ia gostar de ver. Você com aquela velha solteirona, com bigodinho dela raspando na sua cara....
Scoth mal se conteve com o comentário do amigo e desatou a rir. Tom rindo também, deu um soquinho no braço do amigo, antes que ele chamasse atenção exatamente da Sra. Paine a bibliotecária. E isso não seria nada bom pros planos deles. Já que a biblioteca além de um lugar calmo e reservado, sem alunos zanzando por ali, também era totalmente livre de professores e inspetores, porque na teoria as pessoas iam pra biblioteca pra estudar e não pra fumar maconha.
Scoth e Derek particurlamente gostavam muito daquele espaço, descobriram no 1º ano da escola, tão estreito, escuro e escondido, no final de um imenso corredor. A parte de Historia Antiga, abrigava livros tão empoeirados que pareciam estar ali a milênios, quando na verdade os garotos sabiam que estavam ali no máximo a cinco anos, já que a escola antiga foi tombada, e uma nova e imponente estrutura de 6 andares tomava conta do espaço agora. Escadas rolantes com seis andares, evitavam que os alunos aprontasse com “elevadores”, estes eram restritos aos professores. A frente do prédio não podia ser mais moderna, toda em vidro do piso a cobertura, deixando ao longe a imagem das escadas rolantes nos dois extremos do prédio, se via 2 xs, grandes. Derek brincava que o arquiteto talvez quisesse colocar XXX, mas se atrapalhou na hora e da posição das escadas e “comeu” um x. Já Scoth tinha a impressão que talvez o arquiteto estivesse tentando escrever as inicias do seu nome, mas sem sucesso, por causa da disposição das escadas rolantes. Ele gostava da escola, tudo lindo, novo, moderno, e porque, ele se perguntava , ainda tinha que usar o uniforme com calça pregueada, da época da guerra? Uniforme lindo para meninas, mas pros garotos era antiquado e quente.
Foi quando Derek entrou correndo, trazendo Charlotte pela mão, que Scoth se lembrou porque os dois acharam aquele canto: garotas.
Mas pela cara que Sofie fez, ela não gostou nada de ver outra garota no grupo.
- Derek, porque você trouxe “outra pessoa”? Isso aqui é um clube da maconha?! Nos sempre viemos aos pares, raramente os 4 de uma vez, e hoje você trouxe mais alguém?! Assim chama muita atenção. Derrepente vários alunos interessados em Historia Antiga, é muito suspeito. Fez bico, fecho a cara e cruzou os braços.
- Sofie querida....motivo que viemos em pares e pra aproveitar a maconha e transar também. Ou você nunca faz isso? A garota arregalou os olhos e fez cara de indignação. Além do mais “sempre” que posso trago a Charlotte pra cá. Ela não curte maconha, mas curte transar...então sorte a minha não?! Piscou pra Scoth, jogou o saco com a seda pra ele, pegou Charlotte pela mão e saiu puxando em direção aos fundos da seção, onde ele poderia ter um pouco mais de privacidade. Quando ele estava quase alcançando a virada, parou e disse num tom alto suficiente por amigos ouvirem: - Temos um tempo inteirinho livre, parece que a San fez o favor de explodir a sala de astrologia. Até limparem a bagunça, não temos aula, só próximo tempo. Enjoy pessoal. Piscou novamente e saiu.
- Pera ai explodiu a sala de astrologia?! Não deveria ser o laboratório de quinica?! Como que a San foi explodir astrologia?! Não faz sentido. A San é doida. Concluiu Tom contrariado.
- Tai Tom, você disse tudo, a San é louca, e eu não duvido nada que ela tenha feito de proposito, eu conheço muito bem aquela louquinha.
- Pelo que eu sei Scoth você conhecesse até bem demais. Você não perdoa nem a nerd?!
- Se for mulher, e for gata, isso a San é, então eu pego. Tá cum ciuminho Sofie? Na boa não fica. Não é porque a gente enjoo de fica com você, que agente não gosta mais de você. Não pense nisso nem por um momento! Na falta de uma pra pegar, a gente quer ter sempre você por perto.
Sofie abriu a boca, e tentou uma cara de ofendida, mas foi em vão. Tomou o saco de seda da mão do Scoth e começou a arrumar a marijuana. Tom tentava rir o mais silenciosamente possível, ainda ficava passado com a cara de pau da menina, em nem se importar de ser reserva deles. Claro todos os 3 amigos já tinham ficado com ela, alias, cansado de ficar com ela, e por isso estavam vendo “outras opções” no menu da escola que era bem farto e variado. Deixando Sofie pra escanteio, mas isso não importava pra Su, ela também estava variando o menu dela.
Em menos de um minuto a erva ficou pronta e os três começaram “os trabalhos”.
- Sofie cada dia você faz isso mais rápido, tá profissa!
- Eu sou melhor em outras coisas Tom. Você sabe...
- Opa, e como eu sei, então vem cá me mostrar. Passou a maconha pra Scoth que deu um tapa e começou a andar pro meio da estante de livros, não ia ficar ali vendo os amigos se pegarem, até porque já tinha visto isso demais e estava um pouco cansado da mesmice.
Começou a olhar os livros a esmo, sem muito interesse, olhou pra um que mostrava na capa a gravura de um homem deitado nu , com braços e pernas abertas, o título do livro dizia “O Homem Vitruviano – o mito, a lenda”. Riu e achou engraçado chamar Leonardo da Vinci de mito, já que o homem realmente parecia ter sido criado pra criar polemica e “acontecer” na terra diria seu irmão. Foi quando chegou bem perto da estante e ouviu uns gemidinhos. Riu novamente, sabia que o amigo estava ali atrás com Charlotte. Talvez se afastasse 2 livros poderia ter alguma visão interessante. Fazia tempo que não ficava com Charlotte, será que ela teria aprendido alguma técnica nova? Afastou os livros, retirou mais um, teve uma bela visão, por míseros 2 segundos, já que Derek ouviu o arrasta-arrasta dos livros, e rapidamente tratou de jogar um livro menor no meio da passagem, acertando a cara de Scoth em cheio.
- Ai seu babaca! Custa nada deixar os amigos se divertirem também. Chato.
- Você já está se divertindo irmão, vai fumar a tua maconha e me deixa aqui vai. Riu e se afastou com Charlotte pra longe.
- Ah que ótimo, a maconha caiu e apagou. Antes assim do que botar fogo na escola. Disse alto, logo se abaixando pra pegar a erva e o pequeno livro que o acertou. Guardou a erva no bolso interno do paleto, e ficou olhando pro pequeno livro. Scoth podia jurar que a capa era totalmente de prata. Prata mesmo, pura. Olhou pro seu pulso, viu o seu rolex, como um livro podia brilhar tanto quanto um relógio novo? Bom, nada demais até ai, o livro de prata com a capa polida, sem problemas. Agora a escola deixava um livro de aparência tão cara ali?! Ok, nada demais também. Escola particular, todo mundo rico de doer, sem nenhum ladrão ali, ou pensavam assim, pra deixar aquele livro assim. Era todo adornado, com o que lhe pareceu desenhos, os entalhes eram muito bonitos com pequenas flores, todo em relevo. O título dizia: أغنية . Nossa que língua é essa?! Arabe talvez?! Chines?! Ah não sei, mas Charlotte deve saber, acho que ela fala quase 6 idiomas não?! Pensou Scoth. E saiu andando na direção de Derek e Sofia. Pra seu espanto, os dois não estavam se agarrando, estavam se encarando, aparentemente zangados.
- Oi, vocês dois que ouve? Já terminaram? Assim rapidinho?! Derek achei que depois de tanto tempo você iria ficar melhor nisso, qual o problema? E se recostou na estante fazendo pose. Mantendo o livro atrás das costas.
- Simples, eu queria um beijos só pra esquentar pra fumar. Mas o Tom aqui queria outra coisa, e eu não tô afim.
- Mas não foi isso que você deu a entender. Sua..
- Epa, epa chega. Ok cada um no seu canto, nada de ofensas Tom, sua mãe não te deu educação?! (Isso mesmo! Disse Sofie) E Sofie, não prometa nada pra um garoto que você não possa dar. Fui claro?!
Sofia mostrou a língua pra ele, no que Tom fez um sinal de positivo pro amigo. No fim do corredor, apareceram Derek e Charlotte, que não estavam com as caras muito melhores.
- Isso de não poder dar o que prometeu...devia ser lei sabe. Disse Derek muito injuriado.
- Desculpa De. Que exagero! Você sabe que eu queria, eu só esqueci....sabe como é coisa de mulher, a gente não tem culpa disso todo mês sabe?! Fez um biquinho e um muxoxo e se encostou perto de Scoth na estante.
- Pelo que eu vi, hoje ninguém aqui vai sair do zero a zero. Sentenciou Tom no que todos concordaram.
- Ok, sexo nada, vamos a maconha. Cadê?! Pediu Derek.
- Nhai apagou, tá aqui no meu bolso, toma Sofie, ascende ai de novo.
- AMADOR. Disse Tom rindo.
Mas Scoth nem ligou, estava preocupado em dar uma boa olhada no livro agora, com mais calma. E pedir pra Charlotte dar uma olhada. Nem foi preciso. Charlotte tomou o pequeno livro das suas mãos, olhou pra ele e disse:
- Que gracinha de livro! Todo de prata. É prata mesmo Scoth? Onde você o achou?
- Seu namoradinho, tacou na minha cara. Ele que achou. Não sei se é todo de prata mesmo, mas é um belo trabalho. Você sabe o que está escrito no título Cher?
- Claro, tá escrito Canção. Só isso.
- Em que língua?
- Tá cego Scoth, é inglês. Não dá pra você ver? Aqui ó: Canção. Estendeu o livrinho pra Scoth que o pegou de boca aberta. Ficou totalmente espantado, realmente estava em inglês perfeito, como ele não tinha visto?! Perai, perai, eu vi em outra língua, talvez árabe, ou chines, sei lá, mas certeza que não tava em inglês. Disse contrariado, pegando o livro e girando entre os dedos, pra ver se encontrava mais alguma descrição que não entendesse na capa.
- Irmão é simples, você deu um tapa, foi pra alfa. Não é nada demais, daqui a pouco você lê inteirinho esse livreto ai. Derek disse rindo. Já com a fala meio mole.
- Deixa que eu leio pra você Scoth. Não tem um pingo de maconha na minha corrente sanguínea. Charlotte abriu o livro e uma leve musica parece ter saído de dentro do livro. Ela exclamou: Oohou que foi isso?! Vocês ouviram?! Saiu uma musica, ou um canto daqui de dentro, ou veio da sala.
- Agente que tá fumando e você que tá viajando?! Nem é justo. Saiu uma musica de algum lugar aqui perto né, gênia. Não daí. Lê logo esse troço que eu até fiquei curiosa. Sofie disse sentando-se no chão.
- Chega de maconha pra você Sofie. Tom, para com isso, isso não é sorvete pra você chupar assim, tá babando tudo, que nojo cara. E tomou a erva da mão do amigo, que esperou pra aproveitar a tragada bem longa, e se sentou no chão ao lado de Sofie, e os dois começaram a rir baixinho.
Derek tratou de apagar a erva e guardou o resto no casaco, contra protestos dos amigos, e disse – Pro final da aula gente. Todo mundo estava meio desanimado mesmo. Estranho que tenham chegado tão bem ali. Uma atmosfera diferente parecia tomar conta do lugar agora. Todos olhavam displicentes pro nada, só Charlotte parecia concentrada na leitura.
- Cher vamos lê logo ai, vai que tem alguma música conhecida nossa. Sei lá, do tempo das cavernas talvez. Ou alguma coisa do...
- Perai Derek, a Charlotte tá estranha. Cher, fala alguma coisa. Ela não tira o olho do livro, tá fazendo alguma descoberta ruim?! Hein Cher? Fica parada assim não que você não bota terror numa mosca, serio. Para Charlotte.
Nem que ela quisesse ela poderia parar. Ela estava totalmente paralisada, só os olhos se moviam, com incrível velocidade, sobre o texto do livro. A medida que lia ela tentava parar, não conseguia, horrorizada ela queria fechar o livro, mas nem podia se mover. Só continuava lendo, lendo, aquela canção horrível, que só ela ouvia dentro da cabeça dela, cada vez mais alto, cada vez mais forte, e sem parar.
Até que o texto acabou. A musica parou. Só o que ela ouviu, fui uma voz horrível dentro da cabeça dela. O que a voz dizia, ela não teria chance de repetir à ninguém.
O que aconteceu a seguir foi inesperado. Charlotte estava paralisada como uma estatua, então ela se transformou em uma. Uma estatua de mármore. Bem diante dos olhos incrédulos dos amigos. Branca, dura em tons acinzentados, uma estatua de mármore.
- Oi Scoth, cara que tinha nessa maconha?! Hahaha que loco irmão. Parece que a Cher viro estatua, “mo estranhun”. Disse Tom.
- Ai meus Deus. Ai meus Deus, que isso? Que isso? Que aconteceu? Que efeito é esse? Scoth? Derek para já com isso.
- Fica quietinha Sofie. Bem queta. Que foi que aconteceu aqui, que porra é essa? A Charlotte viro uma estatua?! Eu tô vendo isso direito? Scoth cara, que isso?
O medo tomou conta de Scoth mas ele sabia que aquilo não era uma “onda”. Alguma coisa aconteceu a amiga e esse “alguma coisa” tinha feito ela virar pedra. Tocou o rosto da amiga “marmorizada” e sentiu o frio do mármore, seria normal se fosse uma estatua, mas não sua amiga ali dentro. E disse:
- Acho que ela morreu. Não sei o que aconteceu. Foi o livro concerteza. Eu não sei o que aconteceu, eu não faço idéia. Meus deus. Meu deus Derek e agora, o que a gente faz? Como agente reverte isso?
- Me deixa ver eu resooolvo. E Tom passou entre os amigos, tomou o livro da mão da estatua de Charlotte e começou a ler em voz alta.
A Canção da Morte
A Canção da morte trás a dor
A canção ....
E parou . Ficou imoveu. E o mesmo processo que aconteceu com Charlote, aconteceu com Tom. Mas Sofie tentou ser mais rápida e arrancou o livro da mão do amigo, só que este continuo a não se mover, e os olhos continuaram se movendo pelo texto. Sofie não puxou o livro, na verdade na mão dela, apareceram folhas.
Varias folhas, varias copias do mesmo texto. Sofie olhou assustada pras folhas, assustada sem saber o que fazer, olhou pra Derek pedindo ajuda. Ele cometeu o mesmo erro da amiga, puxou as folhas da mão de Sofie, e só o que conseguiu foram mais folhas, só que agora na sua mão.
- TODO MUNDO PARADO. NINGUÉM SE MEXE. PELO AMOR DE DEUS, TODO MUNDO PARADO NA SUA. Gritou Scoth desesperado. Meu Deus que loucura é essa?! Que monte de papel é esse na mão de vocês??! Vocês não tentaram puxa o livro? De onde saíram essas folhas? Elas são de oficio novas, como saíram de dentro do livro velho e pequeno?! Meu deus! Ninguém se mexe. Ninguém fala nada, pelo amor de deus. NINGUÉM TENTA LER ESSE TEXTO. SOFIE SUA IDIOTA, NÃO OLHA PRA ESSA FOLHA. Berrou pra Sofie. Essa já estava quase olhando e enunciado no topo da página, mas por medo do que por curiosidade. Mas depois do grito de alerta do amigo, tratou de baixar as folhas pra longe da vista.
- Scoth, presta atenção. Falou Derek olhando em sua direção, com o cuidado de manter as folhas bem longe do rosto. A Sofie, tentou tirar o livro do Tom, e as folhas apareceram do nada, eu tentei tirar as folhas da mão da Sofie e aparecem mais folhas. Essa coisa tá se multiplicando, não sei porque, nem como. Mas você precisa evitar que o Tom continue lendo e..
Nem precisou continuar. Tom estava sofrendo o mesmo que Charlotte, ele ouviu o final da canção e a transformação aconteceu, ele também virou mármore. Sofie não aguentou a cena, desatou a chorar , praticamente aos berros. Derek e Scoth também choraram, o desespero estava tomando conta dos amigos. Foi ai que aconteceu. No desespero Sofie saiu correndo, esbarrou imediatamente na Sra Paine que foi atraída até lá pelo choro da garota.
- Mrs. Lapidus que aconteceu? Ouvi seu choro da mina mesa a metros daqui, o que ouve?! Precisa de alguma coisa, o que aconteceu querida?
- Ai meu deus, socorro Sra Paine, socorro! Por favor me ajude! Eu não sei o que está acontecendo. Por favor. Sra Paine podia ver o sofrimento da garota na sua frente, grossas lagrimas pretas rolavam pela sua face, borrando sua maquiagem toda com rímel. E realmente Sra Paine não podia imaginar um motivo grande o suficiente que fizesse Mrs Lapidus chorar assim, nem um fora de um garoto faria isso com aquela “vagabundinha”.
- Calma Mrs Lapidus. Vou ajuda-la. Mas ora o que temos aqui? Meu deus! Por acado Mrs Lapidus isso é a pagina de alguma livro?! A senhorita não ousaria arrancar a página de algum livro desta biblioteca?! Eu não posso acreditar, deixe me ver! Exigiu. E não esperou consentimento e tomou as folhas amareladas, manchadas e gastas das mãos de Sofie, que olhou sem entender, de onde saíram essas paginas, já que antes, segura folhas de oficio, aparentemente novas.
- NÃO! NÃO! SRA PAINE NÃO LEIA ISSO! Implorou Sofie. Praticamente pulando no mesmo lugar, sem coragem de tomar a folha da mão da bibliotecária, nem tampouco ver o conteúdo da folha.
- O que temos aqui? Canção da Morte.
A Canção da Morte
A Canção da morte trás a dor
A canção ....
E parou de ler, ficando paralisada. Mas ao contrario de Tom e Charlotte, ela não virou mármore. Quando ouviu a última nota da horrível canção,a Sra. Paine simplesmente.... pegou fogo.
- Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Socorroooooooooooooooo! Sofie gritava desesperada, se afastando das chamas, recuando 3, 4 passos pra trás até que caiu, e foi amparada por Scoth que vinha atrás e viu toda a cena.
Sofie no chão esperneava de pavor. Derek logo atrás com as folhas malditas na mão, também não acreditava, levou a mão a boca e ofegou. Scoth mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo bem na sua frente, era loucura demais, pra um garoto de quase 18 anos. Ele se perguntava mentalmente se viveria suficiente para se formar no final do ano.
- Calma Sofie, calma. Scoth pedia, mesmo sabendo que as palavras dele soavam muito estranhas no momento e tudo que os amigos queriam era sair dali gritando até a diretoria, ou até em casa, pra que alguém desse algum jeito nessa coisa maluca. Mas ele sabia que não podiam sair por ai, e arriscar esbarrar em ninguém com esse texto maldito.
Levantou e puxou a amiga pelo braço a amparando, Sofie manteve as folhas longes dos olhos, resolveu botar as folhas atrás das costas, para esconde-las. Mas Derek estava nervoso demais com a cena, sentia o cheiro de carne queimando pela biblioteca, ele pensou que logo, toda a escola estaria ali, e se mais alguém tocasse ou lesse essa musica? O que aconteceria? Levou as mãos a cabeça em agonia, e as folhas junto. Elas ficaram perto do seu rosto e Derek olhou para elas. O que viu foi bem rápido :
Leia e memorize essa Letra:
A Canção (não leia essa parte) da Morte
A Canção da morte (não leia essa parte) trás a dor
A Canção da morte vai te (não leia essa parte) trazer dor
A canção da morte da Morte (não leia essa parte)....
E parou de ler. Abaixou devagar as folhas, olhou pros amigos que estavam atônitos, imitou Sofie e colocou as folhas nas costas também. Só então tomou coragem e deu dois passos pra frente. Nada. Tudo normal. Scoth fez sinal para que o amigo entrasse novamente entre as estantes de livro, e seguiu levando Sofie consigo. Quando entrou posicionou Sofie de costas pra estante, e fez sinal pra que Derek fizesse o mesmo, mantendo as folhas nas costas.
- Cara você leu?! Você leu e não aconteceu nada. O que tava escrito?! NÃO NÃO NÃO FALA. Fala como tava escrito. Devagar, e mantem essas folhas ai atrás. Isso é pra você também Sofie.
- Cara tá como se fosse a letra de uma musica, pior como se fosse uma folha da escola, tem até o timbre da escola, você não acredita. Qualquer aluno que pegar essa folha vai ler na hora. Disse Derek tremendo. Tem mais, eu não consegui ler direito, porque tinha umas partes que diziam “não leia essa parte” . E ainda estavam traçadas, como se fosse pra eu pular as frases ou linhas sei la.
- Mas o importante é que você ficou bem, será que o feitiço acabo?! Já sei Sofie, tenta ler.
Chorando Sofie implorou: - Por favor, eu to com medo, eu não quero ler isso. Não quero! A Sra Paine morreu, eu matei ela! Meus Deus, meu deus, Scoth o cheiro disso, meus deus, daqui a pouco a escola toda tá aqui em cima. Eu não vou ler isso.
- Olha de uma coisa eu tenho certeza, não é coisa de Deus isso, pode apostas, eu acho que é muito pelo contrário, mas eu nem prefiro falar. Tenta Sofie, eu vou sair da linha de frente, Derek fecha bem o olho, você bota na sua frente bem rápido, procura não ler muito, e boto de volta atras das costas. E não lê alto. Vou sair no três. Um, dois, três!
E Scoth saiu da fileira de livros e olhou na direção onde Sra Paine deveria estar queimada, mas no lugar tinha uma arvore, pequena, preta e retorcida. A visão lhe casou asco, nojo, pensou que talvez o efeito desse fogo tenha retorcido o corpo da pobre Sra Paine. Mas olhando mais uma vez atentamente, viu que o corpo dera lugar a uma arvore, uma arvore que tinha um rosto, e era familiar.
- Gente vocês...vocês não vão acreditar. A Sra Paine ela virou uma arvore e....ah Sofie, Sofie, você está bem, você viu?! E ai?
- Igual, igual ao do Derek. O que nos vamos fazer?! Eu quero ir pra casa, eu quero meus pais, to com medo.
- A última coisa que eu penso, é ir pra casa e fazer churrasco dos meus pais. Para Sofie, você tem que se acalmar. Nós precisamos pensar em alguma coisa, por hora resolve deixar essas coisas bem longe das pessoas, já é o suficiente. Vamos pensar. Ok. Scoth irmão, alguma idéia?
- Nenhuma. Mas tem umas teorias surgindo na minha cabeça. A primeira delas... é queimar o livro.
- E como você vai fazer isso gênio, sem acabar com folhas na mão também, e sem virar estatua?! Ahan me diz?!
- Derek, olha pro chão. O livro não tá mais na mão do Tom, tá no chão, nos pés dele. Podemos queimar, junto com as folhas. O que você acha?
- Eu acho que vamos todos morrer! Isso que eu acho, ou queimados ou em estatuas. Vocês dois são burros?! Eu dei uma folha pra Sra. Paine, mais folhas apareceram na minha mão! E faz tempos que eu tento soltar essas folhas, ou vocês acham que eu tô aqui, tremendo inteira com as mãos nas costas, e já não tentei larga-las no chão umas 100 vezes!! Ai meus deus, que isso! Choramingou Sofie.
- Scoth....tô tentando larga-las no chão também cara... não dá. E agora. Alguma outra idéia?
- Ainda posso queimar o livro...
- E também pode morrer queimado. Disse Sofie.
- Eu estive com ele na mão e nada aconteceu, será que eu não devo tentar de novo?
- Você disse tudo irmão. Não deve. Deixa esse treco ai no chão, tem 2 pessoas que viraram estátua, uma que viro churrasco, eu não quero ver você ser o próximo, pensa em alguma coisa, em alguém, será que não tem alguém na escola, maluco suficiente pra entender isso?
- Claro que tem!! Exclamou eufórico Scoth. A San, ela pode ajudar a gente, ou ela ou a JK Rolings. Meu deus, onde eu acho a San agora?
- Se ela explodiu alguma coisa, tá na detenção com o Sr Smigol. Corre lá Scoth, agente não vai sair daqui.
- Como até agora ninguém subiu aqui? Meu Deus! Perguntou Sofie.
- Te digo. Quem num dia de sol desses, em pleno tempo livre ia ficar na biblioteca, nerds? Não agente fumando maconha e lendo um livrinho do capeta! Não vai subir ninguém aqui. Vai logo cara.
- Tô indo, aguentem firme. Cuidado com essas folhas, e com esse livro. E cuidado com...cuidado com eles, por favor não derrubem eles, eu tenho um mal pressentimento em relação a isso. Disse Scoth e saiu correndo pelos extensos corredores da biblioteca.
Scoth não tinha tempo a perder, tinha que correr até onde San estivesse. O problema é se realmente ela estivesse na detenção. Como iria tira-la de lá?! Se ao menos o Sr Smigol saísse da sala....
Do 6 andar pro 3 ele desceu as escadas rolantes voando, fazendo vários estudantes irem pelos ares, derrubando coisas. Mas não se importava em olhar pra trás, nem pedir de desculpas, haveria tempo pra isso depois. Isso significava que tudo daria certo no final, conseguiria trazer os amigos de volta, e a Sra Paine?! Não fazia idéia, ela realmente havia morrido carbonizada, por outro lado Charlotte e Tom, talvez ainda estivessem vivos dentro das estatuas...não queria pensar nisso. Precisava achar San. Assim que chegou perto da sala de detenção diminuiu o passo ainda ofegante, olhou em volta, o corredor parecia estranhamente deserto naquele horário. Não normal estar deserto. Aquela ala, era da sala de professores, da diretoria, provavelmente todos os professores estavam em classe. Foi andando tranquilamente, o mais que pode, e passou pela sala de detenção, deu uma espiadinha pra dentro e viu..
- Não acredito! San! Sua louca! Você tá deitada da mesa do Sr Smigol? Disse já entrando e não acreditando no que via. San pelo amor de deus. Cadê sua blusa?! Você quer ser expulsa?!
- Essa é a intenção amorzinho. Mas parece que explodir um laboratório não foi suficiente. Talvez se eu ficar aqui deitada sem blusa o Sr Smigol me expulse finalmente!
- Tenho certeza que ele não vai ter tempo pra tanto, ele vai morrer de infarto na hora! Tem noção de que aquele velho deve ter visto peitos pela ultima vez na época da guerra fria?! San por favor bota sua blusa e vem comigo, preciso de você. Assunto delicado. Por favor
- Normalmente você não me pede pra botar a blusa..... Falou jogando charme, mas logo botando a blusa e abotoando devagar os botões da camisa. E ainda perguntou: - Tem certeza que eu preciso da blusa?
Scoth suspirou, não era ora pra isso, por mais que apreciasse a visão, não podia esquecer os amigos e o que aconteceu. Disse “Vamos”. Pegou San pela mão ainda arrumando a camisa e jogando o cargida por cima do ombro. Tratou de andar mais rápido, já que não podia se dar ao luxo de ser pego pelo Sr. Smigol, não agora que tinha resgatado San da detenção, pensou que era sorte demais, depois do que aconteceu, que tivesse pegado San sem maiores problemas. E começou a explicar a situação.
- Estávamos eu, Tom, Derek, Sofie e Charlotte na biblioteca fumando um. (Há biscates maconheiras!) Dá um tempo San, ouve o que eu to dizendo, não me interrompe, isso é serio. (Desculpa amorzinho!). Tá, tá ouve. Achamos um livro, totalmente por acaso, com a capa toda de prata, ornado, o livro é bem pequeno, eu tinha visto na capa um nome em árabe, japonês, sei lá. Só sei que não dava pra ler, então pedi pra Charlotte ver, porque ela fala um monte de línguas (desde quando beijar um monte de garotos te faz poliglota?!). Para San, ouve, pelo amor de deus, é serio isso. Então...
E foi explicando tudo pra San a medida que subiam as escadas em direção a biblioteca. Ela ouviu calada o resto da explicação, depois que pediu pra que Scoth repetisse como era o tal livro. Fechou a cara e pediu que continuasse a explicação. Quando estavam na porta da biblioteca, Scoth perguntou:
- Tá preparada pra ver agora?! É meio chocante. Não meio não, totalmente, principalmente a Sra Paine....ah vamos entrar San. Empurrou a porta, entraram, deram alguns passos, ainda demoraria a chegar ao meio da biblioteca e ter a 1 visão da arvore que seria a Sra Paine, mas logo na recepção viu outras duas arvores iguais. Scoth entrou em desespero. - Ah não, ah não meu deus! Sofie, Derek, são vocês?! Meu Deus, não acredito?! Eles morreram também San! Olha são eles! E apontou pras duas arvores.
San olhou pras arvores, mal podia acreditar, mas ela olhou mais ao longe, viu além do que Scoth muito abalado não conseguia ver. Ao longo da biblioteca, havia mais arvores, ela pensou em 10 arvores no minimo. Ao longe ela viu duas silhuetas distantes, que pareciam estudantes, e estavam normais.
- Scoth, olha...mais arvores. Eu acho que não são Sofie e Derek...me parece que são os dois no fundo da sala. Vamos até lá. E pegou na mão do amigo, que tremia bastante, e foi conduzindo em direção ao fundo da sala, tomando cuidado para não tocar nas arvores. Mas quando passavam, podiam notar que cada uma tinha um rosto cravado nela, com uma expressão de choque e dor. Eles mal podiam acreditar no que viam. Quando estavam próximos do final, Derek saiu correndo em direção a eles.
- Derek, cara o que aconteceu?! Outros estudantes entraram aqui?! Porque vocês deram as folhas pra eles?! Meu deus, tem mais de 10 arvores aqui. Derek?!Derek?! O que você está fazendo?!
Mas o amigo passou direto por ele, e foi ao encontro de San, que estava mais atrás, olhando uma das arvores com uma expressão conhecida. Era Sarah sua amiga.
Derek com os olhos cheios de agua, estendeu a mão com uma das folhas pra San. Pra total desespero de Scoth que começou a gritar, pra que San não segurasse as folhas. Ao invés disso, ela simplesmente, cruzou os braços, olhou nos olhos de Derek, e disse:
- Não muito obrigado, eu não aceito essa folha.
Derek caiu de joelhos chorando ruidosamente, e disse entre soluços pra San: - Obrigado. Que bom que você não aceitou....
- Mas o que? O que? O que ouve? Indagou Scoth perplexo.
- Bem simples Scoth, eles estão com as folhas, ele simplesmente precisam entrega-las pra qualquer pessoa, assim que a pessoa aceita, vai olhar pra folha e pronto, mais arvores. Foi assim que essas se transformaram não foi?! Perguntou San a Derek que chorava. Mas quem respondeu foi Sofie.
- Assim que eles entraram....nos saímos correndo em direção a eles, botamos as folhas nas mãos deles, eles não entenderam nada, nem nós! Nada pudemos fazer! As folhas, o livro, nos obrigou San! Essa coisa está nos obrigando a fazer isso, não queremos, e não podemos falar quando estamos entregando as folhas. Se mais estudantes tivessem entrado, talvez tivéssemos entregados pra todos! Elas estão se multiplicando nas nossas mãos! Não acabam! Não acabam! Meu deus....meus deus.
San foi pra próximo de Sofie, queria consola-la mas nem podia toca-la, sabia que se o fizesse, folhas iguais apareceriam nas suas mãos. No entanto Scoth passou por ela, e rapidamente abraçou Sofie, pra surpresa total de San.
- Scoth você....você não...você tocou na Sofie e não apareceu nenhuma folha na sua mão. Como?
- Eu não sei. Eu posso toca-los, porque talvez eu tenha tocado no livro, sem abri-lo é isso?! Questionou.
- Sem chance. Você teria que ser a primeira pessoa a pegar no livro. Foi você conserteza Scoth. É por isso que você pode toca-los, e não tô vendo eles correrem na sua direção pra te entregar as folhas....
- Não San, você está errada, o Derek tocou primeiro no livro, ele tacou o livro na minha cara.
- Eu taquei foi uma bolinha de papel em você, seu louco, uma bolinha com papel de seda e chiclete que tava no meu bolso. Eu não ia taca em você um livro. Disse Derek já sentado no chão encostado numa mesa pra leitura. Ainda se sentindo zonzo pela sensação que as folhas, davam ao ser entregues. Cada vez que ele entregava uma folha, sentia, uma queimação na alma, no corpo, como se ele pudesse sentir a dor que a pessoa sentira assim que terminasse de ler a canção.
- Não faz o menor sentido cara. O livro voou na minha cara, tenho certeza, daí quando caiu no chão eu peguei, não tinha bolinha nenhuma no chão junto com o livro. San explica isso.
- Na boa, certeza que o Derek jogou a bolinha. Mas acho que o livro é que se jogou na sua cara Scoth de proposito. Isso é uma suposição. Só sei de uma coisa. Eu conheço a historia desse livro, tem haver com as fundadoras da escola.
- Anda logo San, para de fazer teatro, não é hora pra isso. Disse Sofie ainda chorando.
- Eu vou falar calma. Agora Scoth, na mesa da Sra Paine, deve ter a chave da biblioteca, pega a chave, e tranca a biblioteca. Não tem como ninguém entrar se tiver trancado, corre la.
Ele correu, pegou a chave na mesa, trancou a porta, e voltou correndo. Guardou a chave no seu bolso. E disse: - Pronto ninguém entra. Pelo menos até alguém da direção dar por falta da Sra Paine na saída. Ou algum aluno reclamar que não pode entrar aqui. Puxou uma cadeira e sentou. Sofie e Derek estavam sentados no chão lado a lado, com as folhas as costas novamente. San foi até o meio da sessão de Historia Antiga e viu Tom e Charlotte, em estatuas de pedra. Logo abaixo de Tom, o livro estava lá, aos seus pés, aberto.
- Scoth, a última vez que você viu o livro, ele tava no chão certo? (Tava sim.) Tava fechado ou aberto?! (Não sei, acho que fechado). Sofie disse: - Fechado concerteza, eu vi. Derek também assentiu com a cabeça. Pois é gente, eu tô vendo ele abertinho aqui. Então vou sair dessa área, antes que ele resolva voar na minha direção.
- Tá esperando o que pra começar San? Perguntou Sofie. Tá esperando um convite formal pra festa? Nunca convidaria uma nerd como você pra minha festa. Mas pra essa, sinta-se em casa. Disse sarcástica.
- E eu nunca pensei que fosse ajudar a salvar a vida de uma periguete, burra como você. É uma afronta ao meu currículo. Assim, pra te lembrar, não tô aqui por você, estou aqui pelo Scoth e pelo Derek. Você só faz parte do pacote ok?! Então fica na sua. Foi na direção de Scoth puxou uma cadeira e se sentou do lado dele. E disse: sem interrupções ok?! Vou ser rápida.
- Esse livro é chamado livro da Canção Maldita (Oooohhh como você é inteligente San! Eu nunca chegaria a essa conclusão sozinha! Einstein que se cuide! - Cala boca Sofie! Disseram juntos Derek e Scoth). Então crianças, continuando. Pesquisei isso quando eu soube que a escola já pegou fogo inteira 3 vezes! Isso mesmo três vezes, em 120 anos. Perda total, nos três incêndios. Historia é que as fundadoras, três freiras, faziam regulamente rituais satanistas, do tipo que mata criança, bebe sangue, assim. ( Coisa fina, essas três freirinhas! Disse Derek) Pois é, elas eram da pazinha virada por assim dizer. Mataram uma pá de alunos, e professores também, tudo em nome da beleza eterna. Elas usavam os rituais pra isso. (Mas nem faz tanto tempo assim, cadê a lei naquela época? Perguntou Scoth) Calma ai Scoth quem disse que não tinha lei? Os padres eram muito severos naquela época. Enfim depois de um tempo, pegaram as freiras-bruxas, e resolveram queima-las no patio do colégio. Não sem antes descobrir todos os tipos de crimes que elas cometeram e quantas pessoas elas mataram, inclusive as crianças. Obrigaram elas a falar pela tortura claro (Bem feito! Disse Derek), elas foram obrigadas a escrever o nome de todas as pessoas que elas torturam e mataram num livro. Só que aproveitando a ocasião, claro que elas sabiam que iam ser mortas, e juntos com os nomes, elas escreveram um feitiço junto dos nomes. Adivinha qual o livro?
- Desculpa gata, era pra ser uma piada isso?! Não acho graça em gente pegando fogo e virando uma arvore retorcida! Chega logo na conclusão dessa droga, e mais importante a solução San! Por favor. A gente não vai conseguir ficar aqui por muito tempo. Faltam 15 minutos pro sinal de saída.
- Nossa o tempo voou mesmo. Calma ai Derek, deixa eu terminar ok. Na hora que elas foram mortas, elas começaram a cantar uma canção macabra. Antes de morrer elas viraram estatuas de mármore...Na verdade elas não morreram queimadas. As estatuas, claro foram consideradas coisa do demônio, e foram enterradas numa cova bem funda, aqui em baixo do terreno da escola. Os padres tomaram cuidado de lacrar bem a mausóleo que eles criaram, como se fosse mesmo uma prisão. Trancaram junto o livro. Alguns anos depois, uma freira achou o livro entre os seus pertences, ai começou a historia, da multiplicação de folhas, copias da canção, foram distribuidas por outras freiras, a alunos, professores, enfim, quem passasse na frente delas, muitas pessoas morreram como arvores, queimadas, e sofrendo horrivelmente, quem leu o livro diretamente virou mármore. As irmãs que entregavam as copias enlouqueceram de desespero, mas aquela que achou o livro primeiro, resolveu evadir a escola toda, e botar fogo em tudo. Inclusive nas irmãs que estavam loucas, e nela própria.... todas morreram, as estátuas de mármore foram destruídas por essa freira. Tudo acabo num incêndio. Tempos depois a historia voltou a acontecer, mais duas vezes, com intervalo de uma pra outra de 30 anos. Faz tempo que não acontece, acabou virando mesmo uma lenda. Só que agora....
- Pera um pouco. Você pesquisou isso, por causa dos incêndios e reconstruções do prédios, mas achou a historia todinha assim completa como?! Perguntou Scoth, cruzando os braços.
- Então, conta a parte que eu fiquei detida na sala do diretor durante duas horas? Onde supostamente eu deveria orar pela minha alma pecadora...que foi pega em ato obsceno com o Will?? Qual é?! Na sala do diretor?! Quantos alunos vocês conhecem que ficaram detidos lá?! Aquilo parece uma capela! É enorme, cheia de livros, todos me chamando. Eu queria tanto achar o diário do Diretor Bispo Salles...dei uma fuçada na mesa dele, não é que ele esqueceu a chave lá....olhei dentro da gaveta dele, e posso te dizer, durante 3 dias só o que eu fiz foi ler os relatos do livro do Padre Guando, tratando tudo que foi possível sobre essa historia. E mais curioso que isso, a capa do livro era toda em ouro. Em contrapartida desse ai de prata. A historia me pareceu bem real, muito bem escrita, claro que pra min não passava de um padre louco, que passou os últimos dias numa cela, celibatário, contando as historias que ele tinha ouvido. Mas agora, tudo se encaixa.
- Conta pra gente como a gente sai dessa San?!
- Calma Scoth, pelo que eu li, o Padre Guando, foi o primeiro a pegar no livro...ele também botou fogo na escola, e acabou com tudo, foi o último a fazer isso. E não morreu! Boa noticia! E bateu palmas, como se desse uma ótima noticia depois de todo aquele relato.
- Então...pra começar San, você é doida. Fato. Segundo, eu duvido que um livro desses tivesse assim dando esse mole todo dentro da gaveta, com chave e tudo. (Tava sim Scoth, disse San baixinho, ruborizando) Isso não importa, eu nem quero saber como você achou esse livro, o importante é que achou. E o mais importante...você devolveu?! (Devolvi....desculpa como eu ia...)Esquece San, o que eu quero sabe, como agente termina isso?! Como agente some com as folhas com o livro?!
- Se você ouviu alguma coisa que eu disse. Você sabe como. Sentenciou.
- Ótimo você quer que eu ponha fogo na escola, de preferencia com o meus amigos dentro?! Que maravilha San! Tem alguma idéia melhor?! Bufou com raiva Scoth pra espanto de San.
- Claro que não. Deixa de ser melodramático desde quando você é assim?!
- Desde quando um livro idiota, sobre freiras vagabundas, começou a matar os meus amigos?! Fui claro, ou precisa de mais?! Disse se levantando.
- Aonde você vai Scoth?! Não fica zangado comigo. Pediu San
- Não tô zangado com você, obrigado pela introdução da historia. Agora eu vou lá em baixo, falar com o Bispo Salles. E dizer o que aconteceu, só isso, ele talvez tenha uma solução pra isso.E vocês dois vão ficar trancadinhos aqui em cima, ate eu e a San voltarmos. Desculpa gente não posso arriscar ela aqui com vocês. Prometo que nada de fogo tá?! Isso tá fora de questão. E olhou pra San. Estendeu a mão pra amiga, e juntos foram pra fora da biblioteca.
Mal abriram a porta da biblioteca e o sinal tocou. Vários alunos saiam das salas de áudio próximas, e alguns vinham direto pra biblioteca. Uma correria nos corredores, de deixar qualquer um louco, mal tiveram tempo de fechar novamente as portas da biblioteca e Sofie e Derek passaram voando por eles. Os dois estavam com os olhos vermelhos, mas cheios de lagrimas, e Scoth teve certeza que os dois amigos estavam sob o efeito do livro.
- NÃO! NÃO! NÃO! Sofie volta, Derek, volta! Meu deus! Scoth pega eles, você pode, eu não posso toca-los! Vai logo! Eu vou gritando na frente, pra não pegarem as folhas. Vai Scoth!
E San saiu desabalada gritando aos quatro ventos: - NÃO PEGUEM AS FOLHAS!
Scoth foi ao encalço dos amigos, mas não sabia qual seguir. Decidiu por Derek ele certamente correria mais, e distribuiria mais folhas, saiu ao encalço do amigo, bem a tempo de ver 3 estudantes paralisados, lendo a canção. E os três explodiram em chamas.
O que se seguiu foi uma desgraça. Por todo o lado, Sofie e Derek entregavam os papeis febrilmente, a todos os estudantes que por eles passavam, e eles estavam correndo, se chegassem a descer as escadas a desgraça seria ainda maior. San estava desesperada, ela gritava sem parar para que os estudantes não pegassem as folhas, e alguns não pegavam, mais pela cara de desespero de San, do que pelo aviso. A curiosidade de alguns foi paga com a morte, e San mal pode acreditar quando viu Filip correndo em direção a Sofie, querendo pegar uma das folhas também. Ela parou de correr, aterrada de medo, e começou a correr atrás do garoto, gritando que ele não pegasse as folhas, mas foi tarde demais. Sofie vinha distribuindo rápido as folhas, sem falar, chorando sem parar, e quando viu Filip se aproximando, nada pode fazer. Entregou a folha pro irmão de Scoth.
- NÃAOOOOOOOOOO! NÃO PEGA ISSO FILIP NÃO PEGA ESSA FOLHA. Gritou San.
Tarde demais, Filipe pegou a folha, olhou a canção e o processo começou. San olhou pros lados desesperada a procura de Scoth, e por onde olhava Sofie estava distribuindo as folhas, num ritmo frenético. Decidiu passar correndo na frente dela, Sofie começou a segui-la na mesma hora, foi até a entrada do banheiro, abriu a porta, entrou correndo, Sofie atrás dela, quando esta entrou, San fechou a porta trancando a colega dentro. Ficou segurando a porta pelo lado de fora, as lagrimas caindo, quando viu Derek disparando descendo as escadas e dando folhas aos alunos que estava na escada, e Scoth atrás, quando este parou bem a tempo de ver o irmão menor em chamas.
- Não...não pode ser...Filip...FILIP. Seu grito soou como um lamento triste, e por um momento todos olharam pra Scoth que estava de joelhos no chão incapaz de continuar.
- Scoth gritou San. Vai atrás do Derek rápido.
Os alunos que não pegaram a folha olhavam horrorizados, sem entender o que acontecia, mas sabiam que fosse o que estivesse acontecendo, tinha haver com os papeis que Derek e Sofie estavam distribuindo.
Scoth se levantou, enxugou as lagrimas do rosto. Olhou ao redor, viu vários alunos já como arvores pretas retorcidas, e outros tantos alunos chorando desconsolados, sem saber o que fazer, como ele estava antes, mas agora ele sabia o que fazer.
Correu até a porta que levava ao alarme de incêndio e o acionou. Sabia que isso era expulsão na certa, mas também pouco se importava se fosse expulso, contando que salvasse o maior numero possível de colegas.
Água começou a cair dos sprinklers. Vários alunos correram, provavelmente isso deu uma boa dianteira pra Scoth até que ele alcançasse Derek. Olhou pra San, viu que ela segurava a porta do banheiro, provavelmente com Sofie dentro. Fez um sinal de positivo pra amiga, que assentiu com a cabeça girou nos calcanhares, e desceu desabalado pelas escadas atrás de Derek.
Scoth viu Derek estendendo a folha a uma freira, e não hesitou em gritar: - É A CANÇÃO MALDITA! CANÇÃO MALDITA! NÃO PEGUEM ESSA FOLHA, NÃO PEGUEM!
A freira olhou chocada para Scoth. Mas quando se virou pra Derek disse firme.
- Não. Estou ocupada, você não poderia me dá-las pra que eu leia mais tarde?! E estendeu as mãos. No que Derek também chocado, deu todas as folhas pra freira. Assim que entregou as folhas, ele ouviu dentro da cabeça o maldito canto, e virou mármore na mesma hora.
- NÃO! DEREK. Porque? Porque a senhora fez isso? Ele morreu!
- Sr. Austen, corra direto até o diretor, e grite exatamente o que acabou de gritar pra min, e se encontrar alguma outra freira, faça o mesmo, e rápido.
A freira lhe causou arrepios falando com ele, talvez fosse o efeito das folhas. Talves fosse o efeito em Scoth saber que as freiras e até mesmo o Bispo diretor da escola sabiam do livro. E talvez estivessem mantendo em segredo isso por décadas.... Deu uma olhada pra trás, bem a tempo de ver a freira olhando pras folhas, e ficando paralisada. Ele também ficou por um momento, até ouvir um grito agourento horrível, emitido pela própria freira, que pegou fogo e se retorceu gritando, como se ainda estivesse viva. E virou também uma arvore. Só que branca.
Scoth voltou a correr em direção a sala do Bispo que era no primeiro andar. Desceu as escadas, apesar de tudo um pouco mais aliviado, já que Sofie estava presa por San, e Derek...bem Derek, talvez estivesse morto, como Charlotte e Tom. Mas o jeito que a freira falou com ele...talvez ainda tivesse uma chance será?!
- Bispo Salles! BISPO SALLES! É A CANÇÃO MALDITA! CANÇÃO MALDITA! O livro, o livro está de volta Bispo...disse ofegante perto do Diretor Salles.
- Não diga tolices menino. Me diga já que aquela Mrs Sullivan, andou lendo muito alguns dos meus livros reservados. Foram vocês que ligaram o alarme?! Exijo saber Srs. Austen1
- Exige saber?! EXIGE?! Te digo com maior prazer. Tem umas 4 duzias de churrascos com formato de arvore, no 6º e no 5º andar, na biblioteca também, junto com 2 estatuas de mármore. E uma recente, é Derek meu amigo, e quem fez foi uma de suas freiras que queimo e virou uma arvore branca. O que o Sr me diz?! Ah desculpa esqueci de mencionar que uma dessas arvores é meu irmão caçula de 12 anos!!
- Por Deus! Não fale mais nada. Não saia do meu lado Sr. Austin.
Bispo Salles, verificou se todos os alunos estavam sendo evacuados do colégio. Encontrou algumas
freiras pelo caminho e foi cochichando ordens no ouvido delas, que pareciam chocadas ao ouvir, mas atendiam prontamente. Os professores eram orientados a levarem suas turmas com segurança pra fora da escola, enquanto os padres professores, tinham a orientação de voltar pra escola. Isso durou 20 minutos.
- Se fosse um incêndio de verdade, estavam todos mortos!A orientação dos bombeiros foi que evacuássemos o prédio em 12 minutos. Pra que tantos treinamentos, meu deus! Desabafou o Bispo.
- Nenhum treinamento ia servir contra o livro Bispo. Disse Scoth.
- Errado meu rapaz, muito errado. Ah 60 anos que treinamos contra isso. Aquela freira salvou a vida do seu amigo, ela foi treinada pra isso, sabia o que tinha que fazer caso acontecesse, e não hesitou em dar a sua vida por isso. Vamos agora salvar a sua amiga.
Scoth não tinha palavras, e não conseguia falar. Só pensava e tinha certeza agora que aquele pesadelo ia acabar, de uma forma ou de outra, e talvez fosse possível, salvar seus amigos transformados, já seu irmão ele não tinha tanta esperança. O bispo parece que leu seus pensamentos.
- Sinto muito quanto ao Philip, Scoth, nada pode ser feito nesse caso, todos morreram realmente queimados. Vamos logo, ainda há tempo.
San libertou Sofie, que encontrou uma freira pela frente, por acaso, ou não, irmã da outra que dera a vida por Derek. Assim Sofie virou mármore e a freira uma arvore branca. Seguiram até a biblioteca, com os padres e outras freiras carregando as estatuas de Derek e Sofie pra junto da de Charlotte e Tom, colocaram lado a lado. Os padres se movimentaram constrangidos, mas 4 padres se destacaram entre eles, dando um passo pra perto de cada estatua. Então Bispo Salles conduziu Scoth dali.
- Scoth pega o livro, Ele vai se fechar pra você, não se preocupe, a San já disse que você foi a primeira pessoa a pega-lo, não se preocupe. Pega o livro enquanto nos fazemos um circulo em volta deles. Apontou pros padres e estatuas. San, agora você vai lá pra fora, ajuda as freiras a manterem os bombeiros fora da escola, não deixa ninguém entrar aqui, e não volte aqui se quiser viver, vai agora San.
San deu uma última olhada pra Scoth e saiu correndo porta a fora. Scoth foi até o livro ainda jogado no meio do corredor, e o pegou. O Bispo tinha razão, o livro estava fechado. Voltou até o meio da biblioteca, pra descobrir todos em um grande circulo em volta dos amigos e dos padres, estes, eram visivelmente os padres mais velhos da escola, e Scoth teve um pressentimento, quase uma certeza sobre isso. Eles estavam ali pra morrer, assim como as freiras morreram.
- Scoth, mantenha-se afastado, abra o livro e comece a ler. Nada vai te acontecer, prometo. Não tente entrar no circulo por mais que você seja tentado a isso, ou tudo será perdido. Fique parado, não seda a tentação. Não pare de ler até que eu dê o sinal, só ai você joga o livro dentro do fogo. Entendeu Scoth? Você entendeu? Diga alguma coisa!
- Eu intendi. Eu intendi Bispo... mas porque isso aconteceu, porque agora, porque conosco?!
- Eu poderia dizer que vocês estavam fazendo alguma coisa errada, lasciva?! Nada de mais, nada que nenhum outro aluno dessa escola já não tenha feito e pior. Mas eu não posso te dar certeza Scoth, assim são as bruxas, eu acho, impulsivas. Demônios. Esqueça Scoth não se martirize. Vamos Acabar com isso agora.
O circulo foi feito, todos em volta com crucifixos e agua benta, bem posicionados. Ele abriu o livro e começou a ler, ler não cantar, porque Scoth estava cantando aquela horrível canção, mas não era a sua voz que saia, e sim de uma mulher. Todos na sala ficaram imediatamente arrepiados até a alma, mas Bispo Salles não perdeu tempo, assentiu com a cabeça em direção aos padres que retiraram facas . Uma facada certeira cada um deu em si, lhe tirando a vida, e imediatamente os quatro amigos destransformaram-se, pra imediatamente ficaram em chamas. Mas era um fogo diferente, eles gritavam, se contorciam, de dor, e começaram a pedir ajuda, pedir para que Scoth parasse a canção. Só que no meio dos corpos dos amigos, ele podia ver, além do fogo, sombras, três sombras. E mesmo se quisesse parar a canção não poderia, não queria, ele bem sabia de quem eram aqueles vultos que estavam tentando tomar os amigos. Eram as Freiras Malditas.
Continuou cantando o fogo se espalhou, quase tocando os padres e freiras, mas recuou diante dos crucifixos e da agua benta, abundantemente jogada nelas. O corpo dos padres já mortos no chão, também urravam e se debatiam febrilmente, tentando atrair a atenção dos que estavam no circulo. Elas queriam sair, e a chance delas, era achar um elo fraco naquela corrente. Mas ali não existia elo fraco, e aos poucos o fogo foi regredindo. Os padres voltaram a ser só 4 corpos no chão, e no fim os amigos estavam sentando no chão, ainda em transe. Foi então que um fogo no meio deles, saiu alto, uma grande labareda de fogo, vermelho sangue, se ergueu do chão e Bispo Salles deu a ordem.
-AGORA FILHO, JOGA O LIVRO!
Ele jogou com toda raiva o livro no meio daquele fogo alto, e teve a impressão....não ele viu concerteza o fogo se levantando pra receber o livro e desaparecendo dentro dele, então o fogo sumiu. As freiras e padres ao redor, caíram sentados no chão de exaustão e tristeza, pois ali também estava no meio do circulo seus irmãos padre, todos mortos. Mas todos os amigos de Scoth vivos.
Correu a abraça-los, e beija-los, estes estavam atônitos ainda, mas estavam bem e a salvo. Depois de explicações, uma freira foi buscar San, que estava na porta da escola esperando tudo se resolver, foi a primeira a entrar antes dos bombeiros. Logo que viu Scoth se atirou nos braços dele e deu um beijão no garoto.
- Nhai todo mundo sabia que você era caidinha pro ele San. Não precisa se preocupar! Fingi que agente nem tá aqui! Disse Sofie.
- Ééé´isso ai cara, fingi que nem os padres tão vendo você ai quase erguendo a San. Relaxa cara, não tem ninguém aqui não, vai nessa! Zombou Tom.
- Vocês dois talvez queiram um pouco de privacidade?! Que tal a biblioteca?! Sugeriu Bispo Salles.
Os dois pararam chocados. Mas Scoth não perdeu a pose.
- Quem sabe um outro dia Bispo Salles. Por hora eu fico satisfeito com esse beijo aqui mesmo. San, nos vemos depois, eu preciso ir pra casa. Você sabe...
San não disse nada, calou Scoth um beijo carinhoso nos lábios, e foi ajudar os colegas.
E assim mais uma vez, a escola tinha sido salva, pensou Bispo Salles, e dessa vez nem precisaram queimar toda a escola, e o alarme de incêndio tinha sido providencial. Os alunos morreram queimados. Desculpa pronta, sem confusão. Ou se houvesse, nada que o dinheiro não pudesse comprar. Depois das missas, o Bispo e os padres iriam travar uma outra batalha... tentar resgatar as almas dos alunos, e todos que foram mortos. Cada desgraça que acontecia, as bruxas iam, dia a dia, se regenerando, e cada dia estavam mais próximas de saírem do seu estado de mármore.


By : Rain

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